O Google liberou em maio um update silencioso no Performance Max que reorganizou completamente como o algoritmo distribui orçamento entre canais. Em 30 dias rodando 47 contas no nosso portfólio, identificamos três mudanças críticas que estão derretendo o ROAS de quem não se adaptou.
O que mudou na prática
A mudança principal está na priorização de Display vs Shopping. Antes, o algoritmo respeitava o histórico de conversão por canal. Agora, ele tende a empurrar 60-70% do orçamento para Display nos primeiros 14 dias — mesmo em contas com histórico forte em Shopping.
Tradução: você paga caro pra alimentar dados que o Google quer coletar, antes de voltar a converter de verdade.
Os 3 ajustes que recuperaram ROAS
1. Asset Groups separados por intençãoCrie grupos distintos para "consideração" (Display-heavy) e "conversão" (Shopping/Search). Não misture. O algoritmo distribui melhor quando os sinais estão organizados.
2. Customer Acquisition Goal ativado com valor agressivoConfigure novos clientes valendo 2-3x mais que recorrentes. Isso recalibra a curva de leilão e força o algoritmo a buscar leads de qualidade.
3. Negative keywords no nível da contaPerformance Max agora aceita negativas direto na conta. Use isso para cortar termos de marca de concorrentes e categorias irrelevantes.
Os números
Aplicando os 3 ajustes em 12 contas como controle:
- ROAS médio antes: 3.2x
- ROAS médio depois (30 dias): 5.7x
- Custo por lead: -38%
Conclusão
Quem trata Performance Max como "deixa o Google rodar" está perdendo dinheiro em 2025. O algoritmo melhorou, mas exige operador técnico. Resultados são medidos no fim do mês, não na promessa do dashboard.
